A Frente e O Verso

Instalação para lugar específico
(Sala Claudio Carriconde - CAL / UFSM)
Projeção de vídeo e placas luminosas de acrílico.

550 x 230 x 400 cm (área total)

Vídeos em looping de 2 min.

Ano de 2018




Detalhe da videoinstalação A Frente e O Verso. Junto a uma placa luminosa de acrílico, um círculo é projetado na parede. Trata-se de um plano hiperbólico em disco. Em cada fragmento do plano, há uma representação de espaõ expositivo. Quanto mais próximo da borda do círculo as partes ficam, mais são as suas variações e menos é seu tamanho.


A Frente e o Verso é uma videoinstalação formada por três projeções de video circulares e duas placas luminosas de acrílico. A primeiro círculo projetado consiste em um conjunto de desenhos de rachaduras radiais de parede, com diferentes condições de simetria e lógicas internas. A segunda projeção contém representações de recintos de exposição artística dentro de um padrão geométrico infinito conhecido como plano hiperbólico. O terceiro vídeo apresenta a contração e dilatação de um buraco circular de parede que simula o espaço adjacente ao recinto de exposição.



Vista geral da videoinstalação A Frente e O Verso. Sala Claudio Carriconde, Centro de Artes e Letras da UFSM. Santa Maria / RS. Ano de 2018.


Detalhe de quatro desenhos de quebraduras componentes da videoinstalação A Frente e O Verso. Os desenhos acumulam diferentes ordenações radiais em um sistema interno de construção e desconstrução de simetrias.


Detalhes do terceiro círculo. Junto a uma placa luminosa de acrílico, um buraco circular é simulado por meio de uma projeção sobre a parede. Essa simulação de buraco é ajustada na parede especificamente, sendo que é incluída uma gravação da área que há atrás da parede. A imagem do que há por trás da parede se intercala pela abertura e fechamento de um esfincter feito em computação gráfica. O círculo é contornado por repetições da "você não está em um lugar só".



Dentro de um só círculo, faço caber uma sucessão de encaixes conforme um tramado que se curva e reduz de tamanho quanto mais perto ele chega do limite prescrito. Cada parte da sucessão também se entorta e, devido à progressão curvada da trama, o número de partes aumenta do centro para a limite. Quanto mais perto da borda a progressão vai, mais partes pequenas e tortas se encaixam. A função segue de um jeito que a sucessão nunca alcançará o contorno da circunferência. Vejo nesse círculo o paradoxo de fazer do limite a própria condição infinita de uma progressão interna.




Trabalho apresentado na exposição coletiva "A Frente e o Verso do Olho - primeira edição", em setembro de 2018, na Sala Claudio Carriconde (Centro de Artes e Letras da Universidade Federal de Santa Maria). Apoio do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFSM e do LAD - Laboratório de Arte e Design.






→ Esta obra faz parte da pesquisa de doutorado Arte de Pulsar Caminhos e de Atravessar o Espaço pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, ênfase em Poéticas Visuais, linha de pesquisa Linguagens e Contextos de Criação. O estudo consiste no desenvolvimento de uma prática artística e reflexão teórica relacionada à ideia do atravessamento do espaço e dos trânsitos constitutivos entre o dentro e o fora tanto dos recintos expositivos como da própria ideia de disciplina artística. Sob orientação da artista e prof.ª dr.ª Maria Ivone dos Santos, essa investigação envolve o período de 2016 a 2020, com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes / Governo Federal / Brasil).




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