Rádio Portátil do Silêncio


Variações #2 e #3 de Rádio Portátil do Silêncio. Componentes eletrônicos, cortes de acrílico a laser, cobre fotocorroído quimicamente, parafusos, lâmpada microLED e corrente metálica. Dimensões de 10 x 8 x 3 cm (cada). Ano de 2019.


Rádio Portátil do Silêncio é um projeto de circuito radiotransmissor FM portátil que introduz silêncio, um vácuo comunicacional entre as faixas 86.6 e 90.0 FM em um raio de aproximadamente 30 metros. Esse circuito simples é inserido dentro de colares individuais, feitos com acrílicos coloridos translúcidos em cinco diferentes combinações. Junto das peças de acrílico que embalam o circuito, em cada um dos colares está desenhado em latão fotocorroído o estágio de um buraco que se dialata na forma de um círculo vazio dentro de uma malha geométrica, na forma de um pequeno intervalo que acontece no interior de uma estrutura.



Montagem com as cinco variações de Rádio Portátil do Silêncio. Registo da exposição coletiva Não-Ver, Visar, no Espaço de Artes da UFCSPA, 2019.


 
Diagrama para montagem do radiotransmissor de silêncio. Lista de componentes eletrônicos: fio condutivo de 30mm (antena), bobina de cobre esmaltado com 8 voltas, bateria de lítio de 3V, resistor de 47k, capacitor de 22n e transistor modelo BC547. Feitas as devidas conexões elétricas, a mensagem silenciosa aparecerá entre as faixas 86.6 e 90.0 FM em um perímetro de transmissão de 30 metros.


  
Variações de Rádio Portátil do Silêncio. Dimensões para cada peça de 10 x 8 x 3 cm




→ Esta obra compõe a pesquisa de doutorado Circuitos de Entrada e de Saída: por uma poética do atravessamentorealizada pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, com ênfase em Poéticas Visuais, linha de pesquisa Linguagens e Contextos de Criação. O estudo consistiu no desenvolvimento de um processo criativo e reflexão teórica referentes ao atravessamento espacial e a trânsitos formadores entre o exterior e o interior tanto de recintos expositivos quanto da própria disciplina artística. Sob orientação de Maria Ivone dos Santos, a investigação compreendeu o período de 2016 a 2020, sendo financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes / Governo Federal / Brasil).



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