Pulso Espiral




Pulso Espiral

Instalação eletrônica composta por desenhos em  cobre fotocorroído, cortes de acrílico, componentes eletrônicos, parafusos e fios de cobre esmaltado.

Dimensões de 48 cm x 44 cm x 5 cm.

Ano de 2019


Pulso Espiral apresenta dois indutores de cobre fotocorroído, cortes de acrílico transparente e um dispositivo cinético eletromagnético. O díptico sugere, pela variação de espessura linear, a formação de um mesmo rosto secionado por limites circulares. A imagem procede de uma fotografia de autorretrato convertida em duas peças de metal condutivo, geradas graças a um tratamento gráfico de meio-tom, no qual a sugestão do rosto acontece com apenas uma linha contínua e espiralada. 

Ao transformar tal fotografia em uma espiral, foi possível a corrosão metálica de sua área negativa com máscaras de tinta fotossensível. Por serem vazadas e ligeiramente afastadas da parede com peças de acrílico transparente, a visibilidade das figuras depende do ângulo e da marcação de sombras pela iluminação do espaço expositivo. Em disposição espelhada, os “indutores figurativos” indicam parte de um rosto em ¾, com apenas um dos olhos abertos. 

O centro da progressão espiral alinha-se precisamente na altura da retina, desde onde a área circular das peças é preenchida com as demais linhas que formam a imagem do rosto. É nesse desenvolvimento do olhar que a pulsação eletromagnética acontece, vibrando periodicamente com a circulação da eletricidade.



Elias Maroso
Detalhe da vibração eletromagnética em Pulso Espiral. Montagem no Goethe-Institut de Porto Alegre/RS.



→ Esta obra compõe a pesquisa de doutorado Circuitos de Entrada e de Saída: por uma poética do atravessamentorealizada pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, com ênfase em Poéticas Visuais, linha de pesquisa Linguagens e Contextos de Criação. O estudo consistiu no desenvolvimento de um processo criativo e reflexão teórica referentes ao atravessamento espacial e a trânsitos formadores entre o exterior e o interior tanto de recintos expositivos quanto da própria disciplina artística. Sob orientação de Maria Ivone dos Santos, a investigação compreendeu o período de 2016 a 2020, sendo financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes / Governo Federal / Brasil).



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